O projeto AGROTERMIA aborda dois grandes desafios atuais: melhorar a eficiência da bioenergia (biogás) através de soluções inovadoras de armazenamento de energia e promover a economia circular através da reutilização de resíduos orgânicos. O seu principal objetivo é impulsionar a economia circular e a transição energética na Extremadura, através do desenvolvimento e da industrialização de materiais de mudança de fase encapsulados (bio-PCMs) baseados em compostos de origem biológica derivados de subprodutos agroindustriais. Estes materiais são otimizados para biodigestores mesofílicos através (i) da validação de matérias-primas locais, (ii) da síntese e caracterização avançada dos PCMs (30–40 °C) e (iii) da conceção de um processo de produção/purificação para matérias-primas da Extremadura. A sua natureza não técnica pode ser facilmente explicada: utilizaremos resíduos agrícolas da Extremadura para fabricar materiais que armazenam calor e que podem manter automaticamente os tanques de biogás à temperatura adequada e ideal. Isto aumentará a produção de energia renovável (mais biogás) e tornará a gestão de resíduos orgânicos mais rentável e amiga do ambiente. O projeto está totalmente alinhado com as prioridades de especialização inteligente da RIS3 da Extremadura e com os objetivos da Estratégia de Descarbonização e Transição Energética da União Europeia. A longo prazo, os resultados poderão ser aplicados não só a biodigestores, mas também a outros sistemas que requeiram controlo térmico dentro de intervalos moderados (por exemplo, fermentadores biotecnológicos e controlo climático passivo em estufas), posicionando a Extremadura como líder na inovação em agroenergia sustentável.